Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Apucarana, realizada nesta segunda-feira (09), o vereador Lucas Leugi apresentou sua avaliação sobre os trabalhos legislativos e os principais temas discutidos em plenário.
Ao iniciar sua fala, o parlamentar fez questão de reconhecer o papel da imprensa local e regional. “Quero agradecer à imprensa de Apucarana e da região por dar esse espaço democrático. Vocês exercem um papel quase missionário, porque levam os dois lados das situações, permitindo que a população forme sua própria opinião, sem uma visão unilateral”, afirmou.
Leugi destacou que esta foi a primeira sessão ordinária de 2026 voltada efetivamente à discussão de matérias, já que a anterior foi destinada apenas à votação das comissões permanentes. Segundo ele, o encontro contou com diversos requerimentos e pautas importantes para o município. “Foi a primeira sessão em que realmente pudemos discutir a cidade de Apucarana, com vários assuntos relevantes sendo colocados em votação”, ressaltou.
Entre os temas abordados, o vereador chamou atenção para a situação da dívida do município, destacando a necessidade de ampla discussão com a população. Ele reconheceu o esforço da administração ao trazer o tema à pauta, mas esclareceu que ainda não há reparcelamento formalizado. “Não houve parcelamento nem confissão de dívida até o momento. Isso virá posteriormente, por meio de uma lei autorizativa que passará por esta Casa para debate”, explicou.
Diante da relevância do assunto, Lucas Leugi anunciou que pretende propor audiências públicas e reuniões com diversos setores da sociedade. “Isso vai impactar diretamente as próximas gerações, pelos próximos 30 anos. Por isso, é fundamental que a população participe, opine e entenda exatamente o que está sendo reparcelado e se isso é vantajoso ou não para Apucarana”, afirmou.
O vereador reforçou que sua posição será construída a partir da escuta popular. “Eu vou votar de acordo com a avaliação dos apucaranenses. Vamos dialogar com o setor produtivo, comercial, com a classe trabalhadora e com toda a sociedade, porque nós somos apucaranenses, gostamos da cidade e precisamos compreender o que realmente vai acontecer”, declarou.
Durante a sessão, Leugi também comentou sobre uma questão jurídica envolvendo mandado de segurança e direito de resposta, reconhecendo um erro pessoal relacionado ao uso de deepfake. “Confesso que errei na questão do deepfake, não deveria ter feito”, admitiu. Ele explicou que a ação movida pela gestão municipal foi protocolada no Juizado Especial Cível, mas a juíza de Direito da Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais, em Curitiba, suspendeu o processo, entendendo que o rito correto para direito de resposta é outro.
Ao concluir, Lucas Leugi afirmou que a sessão foi positiva e reforçou seu compromisso com diálogo, transparência e participação popular. “O debate é essencial para que as decisões tomadas aqui reflitam verdadeiramente os interesses da população de Apucarana”, finalizou.