Na noite desta segunda-feira (09), durante os trabalhos da sessão ordinária da Câmara Municipal de Apucarana, o vereador Guilherme Livoti fez um balanço das atividades legislativas e chamou a atenção para temas que, segundo ele, afetam diretamente a população, com destaque para mobilidade, inovação e livre iniciativa.

Segundo o parlamentar, a sessão foi marcada por diversas pautas e requerimentos analisados pelos vereadores. Ele ressaltou que o início do ano legislativo tem sido intenso, com discussões e divergências que, na avaliação dele, fazem parte do papel do Legislativo. Para Livoti, o confronto de ideias é essencial em uma Casa composta por diferentes visões políticas e sociais.

Na sessão, também foi votado o projeto que trata da regulamentação dos aplicativos de entrega de alimentos em Apucarana. O vereador afirmou que, com a apresentação de emendas, foi possível reduzir burocracias e tornar a proposta mais adequada à realidade dos trabalhadores e do município. Além disso, diversos requerimentos solicitando informações ao Poder Executivo também foram apreciados.

Um dos principais temas abordados por Guilherme Livoti foi a ação judicial que tramita no Paraná envolvendo empresas de transporte coletivo tradicional e aplicativos de carona. O vereador alertou para o risco de proibição desse modelo no Estado, citando como exemplo o aplicativo BlaBlaCar, utilizado por milhares de moradores de Apucarana.

“Somente em 2025, mais de 16 mil apucaranenses utilizaram esse tipo de carona compartilhada. Não se trata de um modelo de negócio, mas de uma divisão de custos de viagem, em que o motorista compartilha os lugares vagos do carro e os passageiros ajudam a custear despesas como combustível e pedágio”, afirmou Livoti.

O vereador relatou ainda que já utilizou o sistema tanto como motorista quanto como passageiro e destacou que o modelo é mais acessível financeiramente, especialmente para jovens em início de carreira e pessoas com menor poder aquisitivo. Ele também ressaltou que, em cidades menores ou em regiões com poucas linhas de ônibus, os aplicativos de carona ajudam a conectar localidades que não são atendidas pelo transporte tradicional.

Livoti informou que a ação judicial deve ser julgada ainda neste mês de fevereiro pelo Tribunal de Justiça do Paraná e defendeu a mobilização da sociedade. Para ele, o Estado precisa se posicionar a favor da inovação, da livre iniciativa e de soluções modernas que beneficiem a população.

“O Paraná corre o risco de ser o único estado do Brasil a perder essa possibilidade. Proibir os aplicativos pode incentivar viagens informais, sem os mecanismos de segurança que essas plataformas oferecem. Precisamos defender a inovação e evitar que interesses de grandes lobbies restrinjam o mercado e prejudiquem os usuários”, concluiu o vereador.

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