Decisão cautelar foi unânime e impede o uso de gabinete, veículo oficial e prerrogativas do cargo; sindicância será julgada em 10 de março.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, nesta terça-feira (10), pelo afastamento cautelar do ministro Marco Buzzi, alvo de duas denúncias de assédio sexual. A decisão foi tomada em sessão extraordinária e reservada, realizada a portas fechadas.

Segundo nota oficial do STJ, o afastamento é temporário, excepcional e preventivo, e impede o ministro de utilizar o gabinete, veículo oficial e quaisquer prerrogativas inerentes ao cargo enquanto durarem as apurações.

A Corte também definiu que as conclusões da sindicância interna que apura o caso serão julgadas no próximo dia 10 de março. Paralelamente, as denúncias também são analisadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, a defesa de Marco Buzzi negou qualquer conduta imprópria e afirmou que uma eventual condenação antes do início formal de uma investigação configuraria um “inaceitável retrocesso civilizacional”.

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