Imagem por: Claudio Neves/Portos do Paraná

As variações climáticas típicas do verão no Paraná, somadas às mudanças na rotina e na alimentação durante as férias, podem descompensar os níveis de glicose no sangue tanto de quem usa insulina quanto de quem utiliza medicamentos orais, trazendo riscos de hipoglicemia ou hiperglicemia.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta aos paranaenses que convivem com o diabetes sobre a necessidade de intensificar os cuidados com a saúde durante o período de calor intenso. As variações climáticas típicas do verão no Paraná, somadas às mudanças na rotina e na alimentação durante as férias, podem descompensar os níveis de glicose no sangue tanto de quem usa insulina quanto de quem utiliza medicamentos orais, trazendo riscos de hipoglicemia ou hiperglicemia.

O calor excessivo pode alterar a resposta do organismo ao tratamento. No caso de pacientes insulinodependentes, a vasodilatação provocada pelas altas temperaturas pode acelerar a absorção do hormônio. Já para os pacientes que fazem uso de antidiabéticos orais (comprimidos), o calor extremo e a desidratação podem alterar a forma como o corpo processa o medicamento e a glicose, prejudicando o controle metabólico geral e elevando a concentração de açúcar na corrente sanguínea.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, ressalta que o monitoramento deve ser mais frequente nesta época do ano. “O paciente com diabetes precisa estar atento aos sinais do corpo, pois os sintomas do calor podem se confundir com os de uma crise glicêmica. A orientação é de que o usuário não descuide do monitoramento e, principalmente, da conservação da sua medicação. Nossa rede de saúde está preparada para o atendimento, mas a prevenção individual é o que garante um verão tranquilo e seguro para todos”, afirmou o secretário.

CUIDADOS – Um dos pontos críticos no verão é o armazenamento. A insulina é termossensível e perde a eficácia se exposta a temperaturas elevadas. Da mesma forma, os medicamentos via oral devem ser mantidos em locais frescos e arejados; esquecer a medicação dentro de carros quentes ou exposta ao sol direto pode degradar os princípios ativos dos comprimidos.

Durante viagens, a insulina deve ser transportada em bolsas térmicas (sem contato direto com o gelo). Já a orientação para os comprimidos e manter em suas embalagens originais, longe da umidade e do calor excessivo.

A atenção também deve ser estendida ao cuidado com os pés, evitando caminhadas descalças na areia ou em superfícies quentes, o que previne queimaduras e ferimentos que podem não ser percebidos de imediato por pacientes com sensibilidade reduzida.

Além disso, a hidratação deve ser constante com água, evitando bebidas açucaradas e o consumo excessivo de álcool, que pode causar hipoglicemia severa horas após a ingestão. A Sesa recomenda ainda que o veranista mantenha o fracionamento das refeições mesmo fora de casa, priorizando alimentos leves como frutas e verduras para auxiliar no controle glicêmico.

ATENDIMENTO – No Paraná, a Sesa segue rigorosamente a Linha Guia de Diabetes Mellitus e os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas nacionais para ofertar o cuidado às pessoas com diabetes dos tipos 1 e 2. Nas Unidades Básicas de Saúde, o cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS) inclui a prevenção das complicações, nelas o usuário tem seu risco avaliado e o cuidado pode ser compartilhado com a atenção especializada conforme a necessidade de cada caso.

“O diabetes exige uma vigilância constante e o tratamento é oferecido de forma gratuita na saúde pública, incluindo o fornecimento de medicamentos e encaminhamentos para especialistas. Prevenir e seguir as orientações da equipe de saúde corretamente, especialmente em períodos de mudança de rotina como o verão, é essencial para garantir a qualidade de vida e evitar complicações severas”, destacou.

DIABETES – O Diabetes Mellitus (DM) é causado pela produção insuficiente ou resistência à ação da insulina, hormônio responsável por metabolizar a glicose e transformá-la em energia para a manutenção do funcionamento do corpo. Essa alteração provoca altas taxas de açúcar no sangue de forma permanente, o que pode levar a complicações graves no coração, artérias, olhos, rins e nervos. Por ser uma doença crônica que não tem cura, o tratamento adequado e preventivo é a única forma de evitar o agravamento de quadros que podem levar à cegueira, amputação de membros e morte.

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