Um veículo com sinais de adulteração foi apreendido pela equipe da ROCAM da Polícia Militar durante patrulhamento na noite desta quarta-feira (18), no bairro Residencial Sanches dos Santos, em Apucarana. A situação chamou a atenção dos policiais por apresentar características consideradas incomuns.
De acordo com o cabo Pacheco, a equipe visualizou um Ford Fox preto estacionado em frente a uma residência e decidiu realizar uma verificação mais detalhada após identificar inconsistências nos dados do veículo.
“A nossa equipe ROCAM, durante patrulhamento pelo bairro Sanches dos Santos, visualizou um veículo Ford Fox de cor preta. Ao fazer a consulta no sistema, constatamos que era um veículo cadastrado em Apucarana, porém a parcial dos vidros não coincidia com o veículo que constava na placa”, explicou.
Diante da suspeita, os policiais chamaram a pessoa responsável pela residência, que se apresentou como proprietária do carro e entregou as chaves e os documentos para conferência.
“A feminina se apresentou como proprietária, ofereceu a chave do veículo para que pudéssemos fazer a conferência e também apresentou os documentos”, relatou o cabo.
Durante a verificação, a equipe constatou que o veículo possuía sinais claros de adulteração.
“Quando checamos a parcial dos vidros, chegamos a um veículo da mesma marca e modelo, mas com fabricação 2006 e modelo 2007, emplacado no estado de São Paulo, que estava baixado pelo Detran. Também verificamos que a etiqueta da porta indicava fabricação 2006, enquanto o da placa constava como 2007”, disse.
Segundo o policial, outras irregularidades também foram identificadas.
“O chassi estava ilegível e o chassi do para-brisa também estava adulterado. Fizemos a checagem do motor e confirmamos que a numeração não correspondia ao veículo da placa. O motor, na verdade, pertencia ao veículo baixado em São Paulo, que apareceu nas parciais dos vidros”, explicou.
Outro detalhe que chamou a atenção da equipe foi o fato de a placa do veículo estar registrada em nome da mulher abordada, apesar de o carro não corresponder ao cadastro.
“A única coisa naquele veículo que realmente pertencia à pessoa abordada era a placa. O veículo em si era outro, um verdadeiro dublê”, afirmou o cabo Pacheco.
A mulher relatou que comprou o carro em 2024, pelo valor de R$ 15.500, e apresentou conversas via WhatsApp com o vendedor. Segundo ela, a transferência do veículo foi feita por um despachante indicado pelo próprio vendedor.
“Ela informou que fez a transferência e que o despachante foi até o local de trabalho dela para realizar a vistoria e a documentação. Inclusive apresentou comprovante de pagamento da documentação recente do veículo”, disse.
Ainda conforme o cabo, a equipe identificou que o homem que vendeu o carro já possui histórico de envolvimento em crimes semelhantes.
“Essa pessoa que vendeu o veículo já tem outras passagens por crimes parecidos e foi presa há cerca de 12 dias em outra cidade com um veículo roubado e também com sinais de adulteração”, relatou.
Diante da situação, a mulher e o veículo foram encaminhados à 17ª Subdivisão Policial de Apucarana para esclarecimentos.
“Foi uma situação inédita para a equipe da ROCAM. Um veículo dublê, mas com a placa realmente pertencendo à pessoa abordada. Toda a situação foi apresentada ao delegado para que seja realizada uma investigação mais aprofundada, inclusive para apurar como foi possível realizar a transferência do veículo nessas condições”, concluiu o cabo Pacheco.