O vereador Paulo Grassano se manifestou nesta sexta-feira (27) sobre o andamento do processo de cassação de seu mandato na Câmara Municipal de Arapongas.
Pela manhã, foi votado o relatório final da Comissão de Ética que analisava denúncia protocolada contra o parlamentar. Segundo Grassano, a comissão decidiu pelo prosseguimento da denúncia, que agora seguirá para votação em plenário.
“Eu tive uma denúncia contra mim no ano passado, e essa denúncia hoje foi votada no relatório final da comissão de ética que analisou o caso. Essa comissão decidiu que essa denúncia deve continuar e ela deve ir para o plenário agora decidir. Foi o que aconteceu hoje. Claro que me causou bastante estranheza, porque eu tenho absoluta certeza que não fiz nada de errado.”
Entenda a denúncia
De acordo com o vereador, a acusação envolve contratos firmados entre o município e a empresa de seu pai, uma concessionária sediada em Arapongas.
“A denúncia consiste que a empresa do meu pai teve contratos com o município de Arapongas no ano de 2025, que realmente houve esses contratos, que acontecem desde 2020. E esses contratos acontecem porque é a única empresa que presta serviços de garantia em Arapongas. A prefeitura sempre fez esses serviços lá desde 2020, viu todos os documentos e aceitou tudo isso.”
Grassano afirma ainda que, em depoimento recente, o procurador responsável pelas licitações do município declarou não haver irregularidades nos contratos.
“No depoimento da semana passada, o próprio procurador do município disse que não há irregularidade nenhuma. Então, eu estou muito tranquilo, sei que a verdade vai prevalecer.”
Questionamentos sobre a denúncia
O parlamentar também levantou questionamentos sobre a formalização da denúncia, citando supostas inconsistências no documento apresentado.
“É uma denúncia manchada por muitas coisas erradas. A assinatura da denunciante é uma assinatura que pegaram no Google, porque é de uma pianista japonesa, então a pessoa nem assinou. Além disso, dentro da denúncia tem fotos com o IP de alguém de dentro da Câmara de Vereadores.”
Alegação de perseguição política
Para o vereador, o processo pode ter motivação política.
“Eu tenho certeza que estou sofrendo uma perseguição por talvez ter os meus posicionamentos, que algumas pessoas acham radicais. Eu estou na política para servir as pessoas e jamais faria alguma coisa para prejudicar a população de Arapongas.”
O caso agora será encaminhado ao plenário da Câmara Municipal de Arapongas, onde os vereadores deverão votar pela continuidade ou arquivamento do processo de cassação.