Imagem por: SESP

Além das drogas, as forças de segurança contaram com o apoio de cães em operações que envolveram a retirada de ilícitos das ruas com a apreensão unificada de 456 armas, um crescimento de 97,4% em relação às 231 armas apreendidas em 2024.

A atuação coordenada das forças de segurança do Paraná, por meio do emprego estratégico de cães policiais, retirou de circulação quase 150 toneladas de entorpecentes em 2025, um avanço consolidado de 160,8% em comparação ao ano anterior. A integração entre a Companhia Independente de Operações com Cães (CIOC), da Polícia Militar (PMPR), e o Núcleo de Operações com Cães (NOC), da Polícia Civil (PCPR), resultou na apreensão unificada de 149,8 toneladas de drogas (considerando maconha, cocaína, haxixe e skank), superando as 57,4 toneladas registradas em 2024. No balanço geral das forças, as operações integradas culminaram na prisão de 2.056 pessoas, um crescimento de 12,7% frente às 1.825 detenções do período anterior.

Os resultados por substância demonstram saltos expressivos de produtividade em ambas as corporações, com o total de maconha apreendida saltando de 56 toneladas para 145,4 toneladas (+159,5%). O volume de cocaína interceptado pelas equipes unificadas também cresceu significativamente, atingindo 2,7 toneladas (+128,3%), enquanto o haxixe apresentou um aumento de 720,1% (passando de 176,7 kg para 1,4 tonelada) e o skank subiu 838,1%, totalizando 203 kg no acumulado do ano.

Além das drogas, as forças de segurança contaram com o apoio de cães em operações que envolveram a retirada de ilícitos das ruas com a apreensão unificada de 456 armas, um crescimento de 97,4% em relação às 231 armas apreendidas em 2024. O volume de munições recolhidas pelas equipes K9 também subiu 29,2%, totalizando 6.436 unidades contra as 4.980 do ano anterior.

O comandante da Companhia Independente de Operações com Cães (CIOC), capitão Marcelo Hoiser, ressaltou a relevância do vínculo construído entre os cães e os militares. Segundo ele, trata-se de uma parceria silenciosa, que vai desde interações próximas com a comunidade até o enfrentamento direto à criminalidade.

“São dois guardiões movidos pelo mesmo propósito: proteger. Entre o instinto e a disciplina, forma-se um elo que supera a coleira e a farda, sustentado pela lealdade e pela vida compartilhada”, afirmou. ” Essas apreensões reforçam o impacto direto do faro canino na interrupção das rotas logísticas do tráfico em território paranaense”.

Conforme a delegada Ana Cristina Ferreira, chefe da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) da PCPR, o emprego de cães de faro nas operações policiais é resultado de um trabalho técnico rigoroso, que envolve treinamento permanente e o cumprimento de protocolos padronizados por parte dos policiais operadores. “Essa atuação especializada potencializa a eficiência das ações de segurança pública, especialmente no combate ao tráfico de drogas, consolidando a cinotecnia como uma ferramenta estratégica e indispensável para a atividade policial”, disse.

Ainda em 2025, foram apreendidos R$ 796,3 mil em espécie (+185%), contribuindo para o asfixiamento econômico das organizações criminosas e complementando o prejuízo de R$ 522,1 milhões gerado pelas ações.

TREINAMENTO – A alta performance operacional é fruto de um rigoroso processo de formação que prepara os animais para cenários de alta complexidade desde os primeiros dias de vida, utilizando a associação de odores a recompensas lúdicas. Raças como o Pastor Belga Malinois e o Pastor Alemão são treinadas pela CIOC e pelo NOC para atuar em múltiplas frentes, incluindo faro, busca e captura, garantindo que o cão opere com foco total na missão.

Cães têm grande capacidade olfativa e apoiam policiais e bombeiros paranaenses em uma série de atividades, mas principalmente em operações nas estradas e cumprimento de mandados.

Atualmente essas duas forças de segurança do Paraná têm cerca 180 cães. Em 2026 mais 20 cachorros devem ser incorporados às atividades. Alguns deles moram com os policiais, dentro do programa K9, modelo que ajuda a fortalecer o vínculo de confiança entre o policial e o cão, além de permitir um treinamento contínuo de disciplina mesmo fora do serviço.

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