Durante participação no programa Fala Cidade, exibido pelo Canal 38, o vereador Odarlone Orente comentou, nesta quinta-feira (19), sobre a proposta de reposição salarial dos servidores públicos municipais e explicou como se dá a atuação da Câmara na análise e votação do projeto enviado pelo Executivo.
Durante a entrevista, Odarlone destacou sua trajetória ligada à defesa dos trabalhadores e lembrou que é servidor público municipal, médico de formação, atualmente exercendo o mandato de vereador.
“Sou servidor público municipal, estou vereador, mas a minha função, o meu trabalho, é ser servidor público. Sou médico de formação e hoje ocupo essa posição de vereador representando os servidores públicos municipais, a sociedade e a cidade de forma especial”, afirmou.
Sobre o projeto que trata da recomposição salarial, o vereador explicou que a proposta enviada pelo Executivo prevê apenas a reposição da inflação, sem ganho real.
“O que deve ser enviado é o índice de reposição, não reajuste. Pelo que nós conversamos e soubemos, vai ser apenas a reposição da inflação. Não tem ganho real”, disse.
Mesmo discordando do percentual, Odarlone afirmou que votará favoravelmente ao projeto, por entender que a reposição é melhor do que a ausência de qualquer correção.
“Eu acho que os servidores mereceriam mais. Servidoras e servidores que trabalham nos CMEIs, escolas, UBS, pátio de máquinas, segurança, todos mereceriam um pouco mais. Mas o que chega à Câmara é isso, e cabe aos vereadores votar sim ou não. Mesmo discordando do percentual, vamos votar sim, porque antes a reposição do que nada”, declarou.
O vereador também ressaltou que a iniciativa de propor reajuste ou reposição é prerrogativa exclusiva do Executivo.
“Não é o vereador que propõe a reposição ou o reajuste. Isso é prerrogativa do Executivo. A nós, enquanto legisladores, compete aprovar ou não”, explicou.
Odarlone ainda pontuou que o ganho real ajudaria a fortalecer a economia local, já que a maioria dos servidores consome no próprio município.
“O ganho real garante poder de compra. O servidor consome aqui, vai ao mercado, ao posto de combustível, às lojas, e isso faz a economia do município girar. Mas quem faz esses cálculos é a prefeitura”, afirmou.
Ao concluir, o vereador reforçou sua posição pessoal em defesa de uma valorização maior do funcionalismo, mesmo reconhecendo os limites administrativos apresentados pelo Executivo.
“Enquanto servidor e vereador, acho que cada servidor e servidora mereceria um pouco mais. Mas essa é uma decisão administrativa. Ainda que pudesse ser mais, vou votar favorável, porque acredito que a reposição é melhor do que não ter nada.”