O Ministério Público do Estado do Paraná informou sobre as novas regras para concessão do Passe Livre no transporte coletivo urbano para pessoas com fibromialgia em Apucarana.

A orientação foi repassada pelo promotor de Justiça Gustavo Marcel Fernandes Marinho, da 1ª Promotoria de Justiça da comarca, por meio do Ofício nº 027/2026, no âmbito do Procedimento Administrativo nº MPPR-0007.26.000213-9.

Segundo o promotor, a divulgação das normas da Portaria nº 11/2026, da Secretaria Municipal de Segurança, Transporte, Trânsito, Mobilidade Urbana e Defesa Civil (SEGTRAN), é de interesse público e visa garantir que a população conheça o direito e os procedimentos necessários para solicitar o benefício.

Quem tem direito ao Passe Livre

O benefício é destinado a pessoas que comprovem:

  • Residência em Apucarana;

  • Diagnóstico de fibromialgia com laudo médico contendo CID;

  • Avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional, confirmando a equiparação à condição de pessoa com deficiência.

O pedido deve ser protocolado junto à Viação Apucarana Ltda. (VAL), empresa responsável pelo transporte coletivo da cidade, e deve ser acompanhado dos seguintes documentos:

  • Documento de identidade e CPF;

  • Comprovante de residência atualizado;

  • Laudo médico circunstanciado;

  • Laudo de avaliação biopsicossocial;

  • Fotografia 3×4 recente.

Como solicitar

O procedimento começa em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde o paciente será avaliado e poderá ser encaminhado à Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana para agendamento de exames e avaliações necessárias.

Se aprovado, o cidadão receberá um Cartão de Passe Livre, pessoal e intransferível, contendo identificação, CPF, fotografia e validade de até dois anos, renovável mediante apresentação de laudos atualizados.

Validade e regras de uso

O benefício poderá ser suspenso ou cancelado em casos de:

  • Perda dos requisitos legais;

  • Mudança de domicílio para outro município;

  • Uso indevido do cartão por terceiros;

  • Apresentação de documentos falsos ou fraude.

O Ministério Público reforça que a divulgação das normas é essencial para garantir que pessoas com fibromialgia tenham acesso ao direito de forma adequada e segura.

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