O Tribunal do Júri da Comarca de Jandaia do Sul condenou João Vitor Rossetti a 26 anos de reclusão, em regime fechado, pelo homicídio de Maycon dos Santos Cardoso, crime ocorrido em fevereiro de 2025, na zona rural de São Pedro do Ivaí.
O julgamento foi realizado nesta semana e, segundo o promotor de Justiça da comarca, Dr. Josmaico Gesteira Pedroso, o Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras apontadas pelo Ministério Público.
“Sim, condenado a 26 anos de reclusão, em regime fechado, pelo homicídio do Maicon. Foram reconhecidas pelo Tribunal do Júri as qualificadoras da conexão para ocultação de um crime anterior, além da surpresa e da dissimulação, que dificultaram a defesa da vítima. Também houve condenação pelo crime de ocultação de cadáver. O Ministério Público desempenhou seu papel e alcançou a justiça hoje.
Crime para impedir depoimento
De acordo com o promotor, o homicídio ocorreu um dia antes de Maycon depor em plenário, em um júri na mesma comarca, onde Rossetti era apontado como envolvido em outro assassinato, o de Luiz Felipe dos Santos, conhecido como “Filipinho”.
“Um dia antes de depor no Tribunal do Júri dessa comarca, o Rossetti matou o Maicon para impedir que ele revelasse as circunstâncias e a autoria do crime que vitimou o Luiz Felipe, na cidade de São Pedro do Ivaí. Por essa razão, inclusive, o homicídio pelo qual ele foi condenado hoje foi qualificado”, explicou.
Segundo o representante do Ministério Público do Estado do Paraná, o assassinato foi caracterizado como “queima de arquivo”.
“O homicídio foi o que vulgarmente se chama de queima de arquivo. Ele queria calar o Maicon e, assim, também agride a própria Justiça, que não pôde ser adequadamente feita no processo em que ele respondia pelo homicídio do Luiz Felipe”, destacou.
O promotor adiantou ainda que o Ministério Público deverá oferecer denúncia contra Rossetti também pela morte de Luiz Felipe.
“Provavelmente ele vai voltar ao banco dos réus e será julgado novamente neste palco de justiça”, declarou.
Investigação
O promotor também ressaltou o trabalho da Polícia Civil na apuração do crime.
“O Ministério Público só tem elogios para o trabalho do delegado Saulo. Ele já não está mais na comarca, mas o trabalho foi bem feito. Um delegado muito competente, combativo, que reuniu imagens de câmeras e laudos periciais, dentre outros elementos, que deixaram bem claro para os jurados que o Rossetti de fato matou o Maicon”, concluiu.
Além da pena de 26 anos de reclusão, o réu foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O Ministério Público também requereu indenização mínima à família da vítima por danos morais.
