A Justiça da Paraíba decretou, na tarde deste domingo (25), a prisão preventiva do cantor e compositor paraibano João Lima, investigado por violência doméstica contra a esposa. A decisão foi tomada pelo plantão judiciário do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e também determinou a concessão de medidas protetivas em favor da vítima.

O caso ganhou repercussão nacional desde o sábado (24), após a divulgação de imagens que mostram agressões cometidas dentro da residência do casal, registradas por câmeras internas. A vítima procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), em João Pessoa, onde formalizou a denúncia.

De acordo com a decisão judicial, assinada pelo juiz Bruno César Azevedo Isidro, a prisão preventiva foi decretada com o objetivo de garantir a ordem pública e a integridade da vítima. Além da prisão, a Justiça determinou que João Lima não se aproxime da esposa, mantendo uma distância mínima de 300 metros, ficando também proibido de frequentar locais onde possa encontrá-la, como a antiga residência, academias e outros espaços.

Segundo informações do processo, os episódios de violência teriam ocorrido em janeiro deste ano e continuaram mesmo após a separação do casal, incluindo ameaças posteriores, o que motivou o pedido de prisão preventiva por parte das autoridades.

A defesa do cantor não havia se manifestado até o fechamento desta reportagem. A Polícia Civil segue investigando o caso.

Após a repercussão, a esposa de João Lima, a médica Raphaella Brilhante, usou as redes sociais para confirmar publicamente as agressões sofridas. Em publicação, ela afirmou que enfrenta um momento de profunda dor e ressaltou a importância de denunciar a violência, destacando que nenhuma mulher deveria precisar se expor para ser ouvida.

O caso reacende o debate sobre a violência contra a mulher e a importância da denúncia e do acolhimento às vítimas.


Como denunciar violência contra a mulher

Casos de violência podem ser denunciados de forma gratuita e sigilosa pelos seguintes canais:

  • 180 – Central de Atendimento à Mulher

  • 190 – Polícia Militar (em situações de emergência)

  • 197 – Polícia Civil

📞 O atendimento funciona 24 horas por dia.

 

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