A Polícia Civil do Paraná investiga o confronto envolvendo uma equipe da Rotam da Polícia Militar, ocorrido na noite de domingo (15), no Núcleo Habitacional Tancredo Neves, em Apucarana, que resultou na morte de um homem.
A vítima foi identificada como Adriano Mariano de Lima, 46 anos, conhecido como “Dika”. Segundo a polícia, ele possuía extensa ficha criminal, com registros por diversos delitos, especialmente furtos — incluindo furtos de veículos.
Em entrevista, o delegado Vitor Hugo Torres detalhou os primeiros procedimentos adotados pela Polícia Civil após o ocorrido.
“A equipe da Polícia Civil foi acionada por volta das 19h30 para comparecer a um local onde teria ocorrido um óbito decorrente de intervenção policial. Prontamente, eu fui até lá com nossa equipe, tendo em vista que, nesse tipo de ocorrência, a atribuição para a realização das investigações é da Polícia Civil”, explicou.
O delegado informou que foram realizadas as diligências iniciais ainda no local, com identificação de possíveis testemunhas e acionamento da Polícia Científica e do Instituto Médico Legal (IML).
“Foi iniciado o acionamento da Polícia Científica e do Instituto Médico Legal, que compareceram ao local, realizaram toda a coleta de elementos de prova pericial, inclusive da arma que teria sido apreendida em posse da pessoa que veio a óbito”, afirmou.
De acordo com as informações preliminares repassadas à Polícia Civil, a equipe da Rotam teria entrado na localidade após receber notícias de crime, momento em que teria se deparado com Adriano.
“As informações preliminares indicam que, ao entrar na localidade, em razão de notícias de crime, a equipe da Polícia Militar teria avistado esse rapaz, que teria puxado um revólver — arma que foi apreendida com algumas munições — e, diante disso, houve o emprego da arma de fogo contra essa pessoa, que não resistiu”, relatou o delegado.
De acordo com informações, a apuração segue em andamento para esclarecer completamente o caso.
“A investigação se iniciou, mas ainda está em fase preliminar. Como ocorre em todas as investigações conduzidas pela Polícia Civil, será realizada de forma técnica e imparcial, com base nos elementos de informação colhidos desde o momento do ocorrido até agora”, concluiu.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Apucarana.