Apucarana vive um momento histórico no enfrentamento da maior dívida já registrada pelo município. A afirmação é do deputado estadual Arilson Chiorato, presidente do PT-PR e líder da oposição, que detalhou as articulações feitas em Brasília para reverter o que ele classificou como “um dos maiores problemas da história da cidade”.
Segundo o parlamentar, a dívida que chegava a cerca de R$ 1,2 bilhão começou a ser reavaliada após uma agenda realizada no dia 23 de setembro, em Brasília, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Na ocasião, Arilson esteve acompanhado do prefeito Rodolfo Mota e do vereador Dr. Odarlone Orente.
“Nós estamos resolvendo aqui na cidade de Apucarana o maior problema da história, que é essa dívida bilionária que a cidade tinha. Era 1,2 bilhão. Eu estive em Brasília, liguei para o ministro Haddad, marquei uma agenda no dia 23 de setembro, levei o prefeito Rodolfo Mota junto e o vereador Odarlone, e começamos a tratar desse processo”, afirmou.
Arilson explicou que, durante a reunião, a equipe do Ministério da Fazenda orientou mudanças técnicas que permitiriam a reavaliação da dívida, como a alteração do indexador que calcula a correção do valor e a aplicação de novas legislações que possibilitam a redução do montante ao longo do tempo.
“O Laio Correia Morais, que é o chefe de gabinete do ministro, nos indicou novos regramentos que permitiam a dívida ser reavaliada. Mudança de indexador, novo cálculo atualizado, legislações que permitiam diminuir a dívida ao longo da história. O prefeito fez essas adequações, contratou pessoas especializadas e trabalhou com servidores competentes da prefeitura”, destacou.
Com as mudanças, a dívida caiu de aproximadamente R$ 1 bilhão para cerca de R$ 400 milhões.
“Esse movimento saiu de 1 bilhão para 400 milhões. Isso é gigantesco para Apucarana”, enfatizou.
Além disso, Arilson relatou que também houve reunião com a Advocacia-Geral da União (AGU) para discutir a forma de negociação e pactuação do novo valor.
“Nós fizemos uma reunião com a AGU e estamos tratando de como negociar e como pactuar isso. Agora entramos na segunda etapa, que é definir como vamos fazer com esses 400 milhões. Vai ter desconto? Vamos pagar à vista? Vamos parcelar em quantos anos? Esse é o momento que está sendo construído agora”, explicou.
O deputado ressaltou que a regularização da dívida traz impactos diretos para o futuro financeiro da cidade, permitindo que a prefeitura volte a ter certidão negativa e, com isso, possa buscar novos investimentos.
“Isso equalizado permite que a prefeitura tenha a certidão negativa liberada, fique apta a fazer empréstimos, receber recursos e consiga honrar seus compromissos. Isso muda completamente a realidade financeira do município”, disse.
Para Arilson, o avanço representa um verdadeiro presente para a população de Apucarana, que, segundo ele, não tem responsabilidade pela origem da dívida.
“É um dos maiores presentes da história de Apucarana para o povo de Apucarana, que não tem culpa dessa dívida. Essa dívida vem lá de 1994, 1998, não foi cuidada ao longo do tempo e virou esse monstro que a gente está vendo hoje. Então isso é muito importante”, concluiu.
A declaração reforça o impacto político e administrativo da renegociação, que pode abrir um novo ciclo de investimentos e estabilidade financeira para o município nos próximos anos.