Um caso de maus-tratos contra animais registrado por câmeras de monitoramento em Apucarana ganhou grande repercussão nas redes sociais e chegou até o deputado federal Matheus Laiola, delegado da Polícia Civil no Paraná, que compartilhou o vídeo denunciando a situação. O episódio mobilizou autoridades locais e passou a ser investigado pela Polícia Civil.
Nesta sexta-feira (05), o delegado Marcus Felipe da Rocha, da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, e o diretor do Centro Municipal de Saúde Animal (CENSA), Felippe, conhecido como Repórter Selvagem, falaram sobre o caso à reportagem.
De acordo com as informações, o vídeo mostra um homem agredindo dois cães que haviam entrado em sua propriedade. As imagens foram divulgadas nas redes sociais e causaram forte comoção, levando à abertura de investigação.
O delegado Marcus Felipe explicou que o caso chegou até a Polícia Civil por meio do CENSA, que atua em parceria com a corporação no combate a maus-tratos contra animais.
“Essa demanda chegou até a Polícia Civil através do Felipe, que trabalha no Censa aqui na Prefeitura Municipal de Apucarana, que tem uma parceria com a Polícia Civil, onde a gente presta sempre apoio para dar atendimento a esses casos de maus-tratos. O Felipe trouxe essa demanda, inclusive um vídeo mostrando a prática de atos de abuso e maus-tratos contra animais”, relatou.
Segundo o delegado, equipes da Polícia Civil realizaram diligências para identificar o local onde o fato ocorreu.
“Hoje pela manhã os agentes de Polícia Judiciária da subdivisão, junto com o Felipe, foram até o bairro onde já tínhamos informações de que poderia ser o local das agressões. Realizamos diligências, inclusive com a utilização de drones, para localizar o imóvel. Conseguimos identificar o local e, a partir disso, também identificar a pessoa que praticou esse delito”, explicou.
Marcus Felipe destacou que o caso configura crime ambiental previsto em lei.
“A situação caracteriza crime ambiental previsto na Lei 9.605. Praticar atos de abuso, maus-tratos, mutilar ou ferir animal doméstico ou silvestre constitui crime. Quando se trata de cachorro ou gato, a pena é ainda mais alta, podendo chegar de dois a cinco anos de reclusão”, afirmou.
O delegado também informou que o autor já foi identificado e notificado, mas ainda não foi preso.
“O autor foi identificado e notificado do caso. Ele não foi preso porque ainda está sendo investigado quando exatamente ocorreu o crime. O inquérito policial será instaurado para apurar os fatos e, ao final, ele poderá ser indiciado pela prática de abuso e maus-tratos contra animal”, disse.
A Polícia Civil também busca localizar o tutor dos animais para verificar o estado de saúde dos cães e reunir mais provas para o inquérito.
“Também estamos diligenciando para localizar o tutor do animal agredido, verificar quais providências foram tomadas e se o cachorro está bem. Se houver atendimento veterinário, vamos obter o prontuário para verificar o tipo de lesão sofrida”, completou.
O diretor do CENSA de Apucarana, Felippe, o Repórter Selvagem, explicou que o órgão atua diretamente no combate aos maus-tratos na cidade e mantém parceria com a Polícia Civil para apuração das denúncias.
“O Centro Municipal de Saúde Animal combate os maus-tratos aqui em Apucarana. A pessoa faz a denúncia via ouvidoria, essa denúncia chega até nós e mandamos uma equipe até o local para verificar os fatos. Se for flagrante, já encaminhamos para a delegacia”, explicou.
No caso específico que ganhou repercussão nacional, a denúncia surgiu após a divulgação do vídeo nas redes sociais.
“Esse caso teve uma grande repercussão nacional e chegou até o deputado Matheus Laiola. A partir daí também chegou ao meu conhecimento. Imediatamente buscamos a parceria com a Polícia Civil e o doutor Marcus já liberou a equipe. Desde o momento em que recebemos o vídeo até a identificação do autor levou cerca de um dia. Foi bem rápido”, destacou.
Felippe afirmou ainda que o responsável deverá prestar esclarecimentos às autoridades.
“Agora o cidadão vai se explicar. Vamos conversar também com a dona do cachorro para verificar se houve algum dano ao animal. A Polícia Civil vai conduzir os procedimentos legais a partir disso”, concluiu.