Um homem identificado como Carlos Henrique Borges, de 43 anos, foi encontrado em óbito dentro de um veículo na noite de quarta-feira (04), nas proximidades do Hospital da Providência, em Apucarana. O caso mobilizou equipes policiais e periciais, que realizaram os primeiros levantamentos no local.
De acordo com o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, da Polícia Civil do Paraná, a situação foi inicialmente comunicada pela Polícia Militar do Paraná por volta das 22h30.
Segundo ele, a equipe da Polícia Civil se deslocou até o local para entender as circunstâncias da morte.
“Ontem por volta das 22h30 fomos acionados pela Polícia Militar, que informou que havia um indivíduo dentro de um veículo próximo ao Hospital da Providência em óbito. Nossa equipe foi até o local, juntamente com o doutor Ricardo e o agente de polícia Ricardo, para realizar os primeiros levantamentos e entender as circunstâncias que rodeavam o óbito dessa pessoa”, explicou.
O homem foi identificado como Carlos Henrique Borges. Após os procedimentos iniciais realizados pela perícia, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal para a realização do exame de necropsia, que deverá apontar a causa da morte.
O delegado relatou que familiares e pessoas próximas encontraram o homem desacordado dentro da residência onde ele morava, na Vila Regina, e decidiram levá-lo até o hospital na tentativa de socorro.
“Obtivemos a informação de que ele morava na Vila Regina e que algumas pessoas que estavam na casa o encontraram no quarto, em decúbito ventral. Ao perceberem que ele estava desacordado, o colocaram dentro do carro e o levaram até o Hospital da Providência achando que ele poderia estar passando mal”, disse.
No entanto, ao chegar à unidade hospitalar, a equipe médica percebeu que o homem já estava sem vida.
“O enfermeiro que visualizou o Carlos conseguiu verificar que ele já estava em óbito. A partir disso, foi feito o acionamento da Polícia Militar para que fossem adotadas as medidas necessárias”, afirmou o delegado.
Conforme explicou Marcus Felipe, os profissionais de saúde seguiram o protocolo correto ao não retirar o corpo do veículo.
“A partir do momento que foi constatado o óbito, não se deve retirar o corpo, porque isso poderia interferir em uma possível investigação. O procedimento correto é acionar a Polícia Militar, que comunica a Polícia Civil, a Polícia Científica e o Instituto Médico Legal. O corpo precisa permanecer no local até a chegada das equipes”, detalhou.
A perícia foi realizada tanto no veículo quanto na residência da vítima, onde ele teria sido encontrado inicialmente.
De forma preliminar, segundo o delegado, não foram constatados sinais de violência.
“Preliminarmente não havia nenhum indicativo de violência praticada contra ele, nem no corpo e nem no local onde ele morava, tampouco no veículo onde o óbito foi constatado. Não havia lesão que chamasse atenção para a prática de um crime violento”, afirmou.
Apesar disso, um inquérito policial foi instaurado para esclarecer completamente o caso.
“Agora vamos ouvir todas as pessoas que estavam no local e aguardar os laudos periciais, especialmente o exame de necropsia, que é o que vai determinar a causa médica da morte”, explicou.
Ainda segundo o delegado, há informações preliminares de que o homem enfrentava problemas relacionados ao consumo de álcool e drogas, mas isso não pode ser apontado como causa da morte neste momento.
“Sabemos que ele tinha problemas com bebida alcoólica e era usuário de drogas, inclusive estava tentando se livrar desses vícios e buscando tratamento. Mas não podemos afirmar que isso tenha relação com a morte. Somente o exame médico-legal poderá apontar a causa”, concluiu.
Caso o resultado da necropsia confirme a hipótese de morte natural, o inquérito deverá ser finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário com sugestão de arquivamento.