Imagem por: Lucas Leal/Canal 38

Nesta segunda-feira (19), o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, Dr. Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, falou sobre a ocorrência registrada no Conjunto Habitacional Solo Sagrado, que envolve um homem gravemente ferido por golpes de faca e a suspeita inicial de tentativa de crime contra a dignidade sexual.

Segundo o delegado, a ocorrência chegou à delegacia conduzida pela Guarda Civil Municipal de Apucarana. “Essa ocorrência veio conduzida pela Guarda Municipal, onde, de acordo com os boletins registrados, a mulher teria, em um primeiro momento, assumido a autoria das facadas, alegando que a vítima teria tentado ofender a dignidade sexual dela”, explicou.

No entanto, ainda durante os primeiros atendimentos, o delegado de plantão entendeu que não havia elementos para autuar a mulher em flagrante. “O delegado plantonista entendeu que ela não havia sido a autora das facadas. Durante as oitivas, já ficou mais claro que quem desferiu os golpes teria sido outro indivíduo”, afirmou Dr. Marcus.

Ele destacou que a mulher pode ter assumido a responsabilidade inicialmente para proteger quem realmente atacou a vítima. “Existe a possibilidade de ela ter dito isso para resguardar a pessoa que praticou as facadas, já que ela mesma poderia ter sido vítima de uma tentativa de crime sexual”, disse.

O delegado informou ainda que um inquérito policial foi instaurado e agora está sob responsabilidade da equipe da 17ª SDP. “O inquérito foi instaurado pelo delegado de plantão e agora está sendo conduzido para que possamos ouvir todas as testemunhas, aguardar os laudos periciais e esclarecer completamente os fatos”, explicou.

Dr. Marcus confirmou que o autor das facadas já se apresentou. “Na manhã de hoje, ele se apresentou aqui na delegacia e confirmou que foi o responsável pelos golpes que levaram a vítima ao hospital. Agora precisamos apurar em quais circunstâncias isso ocorreu”, disse.

De acordo com ele, a investigação vai esclarecer três pontos principais:

Se houve realmente tentativa de crime contra a dignidade sexual;

Se o autor das facadas agiu em legítima defesa;

Se houve excesso nessa reação.

“Só com a instrução completa do inquérito é que a Polícia Civil poderá afirmar se houve legítima defesa, excesso de legítima defesa, tentativa de homicídio ou até mesmo se o fato será considerado atípico”, ressaltou.

O delegado também destacou que, caso fique comprovada a tentativa de abuso, o inquérito será desmembrado. “Se ficar caracterizado que a vítima esfaqueada tentou praticar crime contra a dignidade sexual, essa parte será encaminhada à Delegacia da Mulher para apuração específica”, explicou.

Inicialmente, o caso foi registrado como lesão corporal grave, já que a vítima segue internada em estado delicado. “Mas isso pode mudar para tentativa de homicídio ou até para nenhuma tipificação criminal, dependendo da conclusão da investigação”, afirmou.

Dr. Marcus ainda reforçou a importância da colaboração da população. “Se alguém tiver qualquer informação relevante sobre o ocorrido, é fundamental que procure a Delegacia de Polícia Civil para contribuir com as investigações”, finalizou.

O FATO

Por volta das 4 horas da madrugada deste domingo (18), a Guarda Civil Municipal de Apucarana foi acionada para prestar apoio ao SAMU em uma ocorrência registrada no Conjunto Habitacional Solo Sagrado, na Rua Paulo Celso Correia da Rocha Loures.

No local, a equipe foi informada de que um homem havia sido ferido por golpes de faca, principalmente na região do pescoço. Antes da chegada do socorro, ele já havia sido levado por terceiros até a UPA de Apucarana.

Segundo informações colhidas inicialmente, o homem teria chegado alterado à residência de uma mulher, afirmando que estava “cuidando” dela a pedido do ex-marido. Durante a conversa, ele teria tentado tocá-la de forma inadequada. Após a situação, ocorreram as agressões com faca.

Uma equipe da GCM esteve na UPA e constatou que a vítima apresentava cerca de 10 perfurações na região da cabeça, pescoço e tórax, permanecendo em estado grave.

A mulher envolvida foi encaminhada à Delegacia da Polícia Civil para esclarecimentos, sem necessidade do uso de algemas. Agora, o caso segue sob investigação, com a Polícia Civil apurando todas as circunstâncias para definir a real dinâmica dos fatos e a responsabilidade criminal de cada envolvido.

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