Uma ocorrência envolvendo um bebê de aproximadamente três meses mobilizou o Conselho Tutelar e a Guarda Municipal de Arapongas nesta terça-feira (17). A criança foi retirada da companhia da mãe após denúncia de que estaria em situação de risco na Praça da Matriz.
De acordo com a conselheira tutelar Michelle Menezes Miguel, a equipe recebeu a informação enquanto estava na sede do Conselho e imediatamente foi até o local para averiguar a situação.
“Na verdade, nós estávamos aqui na sede e recebemos uma denúncia de uma mãe com um bebê de aproximadamente três meses, que estaria ali na Praça da Matriz juntamente com moradores de rua, fazendo uso de álcool, e o bebê passando de colo em colo”, relatou.
Segundo Michelle, ao chegar ao local com apoio da Guarda Municipal, foi constatado que a mãe já é acompanhada pelo Conselho Tutelar desde o nascimento da criança e que o bebê possui recomendações médicas especiais.
“Ao chegar ao local foi verificado, acompanhado junto com a equipe da Guarda, que já é uma mãe que é acompanhada aqui pelo Conselho desde o nascimento desse bebê. Essa criança tem certas recomendações, ela já foi advertida sobre os cuidados, porque ele nasceu com um problema de saúde e precisava de cuidados especiais”, explicou.
Ainda conforme a conselheira, naquele momento a mãe estaria colocando a criança em situação de risco.
“Ela não estava seguindo essas orientações. Nesse momento estava colocando a criança em situação de risco, fazendo uso de álcool. Ela portava uma garrafa no bolso com mais da metade de pinga e já estava com forte cheiro de álcool”, afirmou.
Diante da situação de negligência e do risco à criança, o Conselho Tutelar decidiu retirar o bebê do local e levá-lo para proteção imediata.
“Devido a essa negligência e conhecendo a situação de que ela não tem familiares aqui na cidade, apenas em outras localidades, resolvemos trazer a criança para os nossos cuidados. Estamos neste momento dando andamento ao atendimento dessa ocorrência”, disse.
O Conselho Tutelar também tenta localizar familiares da mãe para avaliar a possibilidade de apoio familiar.
“Estamos tentando entrar em contato com a família, mas até o momento não conseguimos. Caso isso não seja possível, teremos que realizar o acolhimento da criança, encaminhando para a casa de acolhimento”, explicou.
Michelle destacou ainda que o caso já é acompanhado por diferentes órgãos da rede de proteção.
“Essa mãe já é acompanhada pela rede. Nós conversamos sempre sobre a situação com a saúde, com o Ministério Público. É uma família que já vinha sendo acompanhada”, concluiu a conselheira tutelar.
