Franciele Samara Galvão, de 41 anos, morreu nesta segunda-feira (19), no Hospital Honpar, em Arapongas, após quase um mês internada em decorrência de uma violenta agressão sofrida no final de dezembro de 2025. Natural de Apucarana, ela vivia em situação de rua, assim como o acusado do crime.

Na parte da tarde, o Instituto Médico Legal (IML) de Apucarana foi acionado para fazer a remoção do corpo e dar início aos procedimentos legais. A mulher havia sido agredida no dia 27 de dezembro e, desde então, permanecia hospitalizada em estado grave.

O caso, que inicialmente era tratado como tentativa de feminicídio, agora passa a ser oficialmente investigado como feminicídio consumado, em razão da morte da vítima. A audiência do acusado estava prevista para o dia 29, mas a tipificação do crime deverá ser alterada pelo delegado responsável pela investigação.

A ocorrência que deu origem ao caso mobilizou equipes da Guarda Municipal, SAMU e Polícia Militar em Arapongas. Franciele foi encontrada desacordada em via pública, nas proximidades da Igreja Santo Antônio, após ter sido brutalmente agredida.

O guarda municipal João falou sobre a gravidade da situação no momento do atendimento:

“Foi uma ocorrência muito importante. Iniciou com o acionamento do SAMU para um atendimento de agressão em via pública. Quando chegamos ao local, foi constatada a agressão. A vítima estava na calçada, desacordada e sem sinais vitais.”

Segundo ele, a equipe médica iniciou imediatamente os procedimentos de reanimação.

“As equipes do SAMU começaram todos os procedimentos para tentar salvar a vítima. Ela foi encaminhada ao Hospital Honpar, intubada, em estado grave, e estava lutando pela vida.”

Populares que presenciaram a agressão ajudaram a repassar informações sobre o autor do crime.

“Populares tentaram ajudar no local, conseguiram informações do agressor e um deles chegou a acompanhar a equipe na viatura para auxiliar no patrulhamento”, relatou o guarda.

Com base nas informações, a Guarda Municipal e a Polícia Militar iniciaram buscas conjuntas.

“Realizamos diversas abordagens junto com a Polícia Militar e, por volta das 14 horas, conseguimos localizá-lo na região central, na Praça Mauá. Ele tinha as características repassadas.”

Durante a abordagem, o suspeito acabou confessando a agressão.

“Ele relatou que teve uma discussão com a vítima e que chegou a agredi-la. Diante disso, foi encaminhado à delegacia para responder pelos crimes.”

Ainda conforme o GM João, tanto a vítima quanto o agressor viviam em situação de rua, e o homem possuía histórico criminal.

“Segundo as informações, ele havia saído recentemente de uma cadeia em São Paulo e possui várias passagens criminais naquele estado.”

O guarda destacou o empenho das forças de segurança:

“A Guarda Municipal está sempre à disposição da população. Foi uma situação que chamou muita atenção, porque a mulher estava lutando pela vida. Houve um grande empenho das equipes para que esse indivíduo não ficasse impune diante de algo tão grave.”

Com a confirmação da morte de Franciele Samara Galvão nesta segunda-feira (19), o caso ganha novos desdobramentos e reforça a gravidade da violência contra a mulher. A Polícia Civil agora aprofunda as investigações para a conclusão do inquérito, que deverá enquadrar o crime como feminicídio, uma das formas mais graves de homicídio, motivada pela condição de gênero da vítima.

O CASO

Homem é preso por tentativa de feminicídio em Arapongas na tarde deste sábado

Siga-nos nas redes sociais:

Compartilhe: