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Imagem por:Yuri A. F. Marcinik/Simepar

O Simepar possui hoje mais de 140 pluviômetros próprios espalhados pelo Paraná. Alguns operam sozinhos, outros em conjunto com mais equipamentos de monitoramento ambiental, em estações meteorológicas ou hidrológicas.

Um sistema de baixa pressão causou grandes volumes de chuva no Paraná nesta quinta-feira (29). Pluviômetros instalados a poucos quilômetros de distância registraram volumes bem diferentes, demonstrando perfeitamente como funcionam as chuvas localizadas, muito características no verão: elas podem atingir um bairro e não outro de uma mesma cidade, por exemplo. Mas como é feita a medição do volume de chuva?

O Simepar possui hoje mais de 140 pluviômetros próprios espalhados pelo Paraná. Alguns operam sozinhos, outros em conjunto com mais equipamentos de monitoramento ambiental, em estações meteorológicas ou hidrológicas. A equipe do Simepar também monitora dados de pluviômetros de outras instituições, como Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), Inmet, Instituto Água e Terra, Sanepar, prefeituras e concessionárias.

Os pluviômetros do Simepar são instalados e operam dentro das normas da Organização Meteorológica Mundial, e também seguem as regras da OMM para calibração e manutenção periódicas. O laboratório em Curitiba onde os testes nos equipamentos são realizados é conduzido pelo doutor em meteorologia Pedro Nazário.

Segundo ele, a chuva entra no pluviômetro pela área de captação, que é como se fosse um balde. De lá, ela passa por um funil e escorre, com a força controlada, sobre uma báscula, que funciona como uma balança. Ela se movimenta e libera a água cada vez que capta um determinado volume. “Dependendo da quantidade de movimentos da báscula, é possível saber a quantidade de chuva captada naquele pluviômetro”, afirma Pedro.

Ele explica que cada movimento da báscula equivale a 6,2 ml de água – valor calculado com base no diâmetro do pluviômetro padrão do Simepar. A cada dez movimentos, são 62 ml de água, e essa quantidade no pluviômetro equivale a 2 mm de chuva.

É necessário relacionar o volume de chuva captado pelo pluviômetro com o espaço de tempo dessa captação, para entender a intensidade da chuva. O limiar definido pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil aponta que volumes de chuva entre 3,6 mm e 11,4 mm em 15 minutos são considerados moderados; entre 11,4 mm e 20 mm em 15 minutos são considerados fortes; entre 20 mm e 28 mm no mesmo espaço de tempo são intensos; e acima de 28 mm em 15 minutos são considerados extremos.

Para entender a conversão de litros para metros, é importante considerar que um milímetro de chuva equivale a um litro de água que cai em um metro quadrado. “Se tivéssemos uma área com um metro quadrado e se não houvesse nenhum tipo de evaporação, perda por infiltração ou qualquer outro tipo de perda, se a gente jogasse um litro de água dentro dessa superfície, ela criaria uma lâmina de água de um milímetro de altura”, explica Pedro.

CHUVA LOCALIZADA – Nesta quinta-feira (29), no Litoral, volumes de chuva fortes e fracos foram registrados pelo Simepar dentro da mesma cidade. Em Antonina, por exemplo, duas estações meteorológicas do Simepar estão instaladas. Uma, próxima ao acesso para o Pico Paraná, registrou 4,8 mm durante todo o dia, e a outra, na região central da cidade, 13,8 mm.

Já em Pontal do Paraná, o pluviômetro do Simepar em Pontal do Sul registrou 40,2 mm durante todo o dia, sendo 11,6 mm em apenas 15 minutos, às 21h30. Em Praia de Leste, a menos de 4 km de distância de Pontal do Sul, outro pluviômetro do Simepar contabilizou 19,8 mm durante todo o dia.

Os pluviômetros instalados em pontos diferentes de uma mesma cidade ajudam a compreender as chuvas isoladas, que podem ser mais fortes em um ponto da cidade do que em outro. Nesta época do ano, em que as chuvas ocorrem de forma mais localizada, é comum que os modelos de previsão do tempo apontem um volume de chuva para uma cidade, e essa quantidade seja registrada em apenas uma parcela do município, ou até mesmo na cidade vizinha.

O ponto onde vai ocorrer a precipitação depende da combinação perfeita dos três ingredientes para a formação de nuvens de chuva: umidade, instabilidade atmosférica e mecanismos de elevação do ar, influenciados por fatores como relevo, vegetação e urbanização. Alguns destes ingredientes mudam muito rapidamente no verão.

Nas áreas mais urbanizadas, por exemplo, a alta concentração de concreto, asfalto e veículos ajuda a aquecer o ambiente, e o ar mais quente sobe mais rapidamente, desenvolvendo nuvens convectivas que trarão chuvas localizadas. Nas regiões com bastante vegetação, há mais umidade devido à liberação de vapor d’água pelo solo e plantas, também favorecendo a formação de nuvens. Os ventos, em diferentes altitudes, impactam diretamente na duração, no deslocamento e na intensidade das tempestades.

CHUVA ESPACIALIZADA – Para a agricultura e para grandes instituições, como a Copel e a Sanepar, os dados dos pluviômetros não são suficientes para a compreensão da dimensão e impactos da chuva. Eles precisam entender onde choveu, quanto choveu, e qual o volume da chuva em toda a sua área de atuação, e não somente o volume de chuva em um único ponto.

Para estes segmentos o Simepar criou o gráfico de chuva espacializada, uma medição que utiliza dados dos radares meteorológicos, além de imagens de satélite e dados das estações meteorológicas para compreender o comportamento da chuva de forma mais detalhada, com dados comparáveis por localização ou período, que permitem a identificação de padrões e o planejamento de ações de manejo e gestão de risco.

A chuva espacializada está disponível na plataforma Simeagro, juntamente com outras tecnologias voltadas para o cultivo, que o agricultor poderá ter acesso através da cooperativa à qual está vinculado.

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Imagem por:PMPR

Os trabalhos se concentraram especialmente na região do Canal do Varadouro, com objetivo de coibir crimes contra a fauna e a flora, irregularidades na pesca e outras infrações ambientais, reforçando a proteção dos recursos naturais.

A Polícia Militar do Paraná (PMPR) realizou nesta semana uma ação de fiscalização ambiental na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba, na região do Superagüi, no Litoral do Estado, no âmbito do Verão Maior Paraná. A operação resultou na identificação de pontos de crimes ambientais e na destruição de estruturas ilegais utilizadas para caça e extração de recursos naturais.

A ação foi coordenada pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), com apoio do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), e teve como foco a verificação de construções irregulares e de estruturas utilizadas em práticas ilícitas em áreas de difícil acesso.

Os trabalhos se concentraram especialmente na região do Canal do Varadouro, com objetivo de coibir crimes contra a fauna e a flora, irregularidades na pesca e outras infrações ambientais, reforçando a proteção dos recursos naturais.

De acordo com o tenente Omar Bail Filho, do BPMA, a ação foi motivada por denúncias de construções irregulares na área protegida. “Inicialmente, fizemos a análise de imagens de satélite da região para avaliar a possibilidade de chegar aos pontos exatos dos ranchos. Posteriormente, realizamos sobrevoo com helicóptero para apoio logístico e de segurança para os policiais que estavam na ação em campo”, explicou.

Durante quatro dias de operação, as equipes percorreram mais de 30 quilômetros de trilhas em meio à Mata Atlântica e fizeram mais de sete horas de patrulhamento náutico em baías e rios da região. Uma aeronave do BPMOA auxiliou na identificação de pontos suspeitos, na segurança das equipes em solo e no apoio logístico das atividades.

Como resultado, foram identificados diversos pontos de extração ilegal de palmito juçara, cinco estruturas típicas de caça conhecidas como “trepeiros” e quatro ranchos clandestinos utilizados para caça ilegal, extração de produtos de origem vegetal e indícios de mineração irregular.

Devido à distância dos locais, à inviabilidade de transporte dos materiais e à dificuldade de identificar os responsáveis, as estruturas foram destruídas no local. Um proprietário foi notificado para prestar esclarecimentos e apresentar autorizações referentes a outras duas construções identificadas.

Ainda segundo o tenente Omar Bail Filho, a ação possibilitou a identificação de outras situações de crimes ambientais, como a derrubada de árvores nativas da região, além de mais caminhos que também podem conter construções irregulares que continuarão sendo monitoradas pela PMPR para ações futuras.

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Imagem por:Letycia Bond/ Agência Brasil

Cão foi torturado por adolescentes e morreu em Santa Catarina

Manifestantes foram neste domingo (1º) à Avenida Paulista para pressionar as autoridades a punir os adolescentes que torturaram o cão vira-lata Orelha, na Praia Brava, litoral de Santa Catarina. O animal, que ficava sob cuidados de uma comunidade local, foi torturado no dia 4 de janeiro e morreu um dia depois, sacrificado por eutanásia depois de ficar muito debilitado pelos graves ferimentos decorrentes da violência sofrida.

Os participantes do ato vestiram, em grande número, roupas pretas e também camisetas com uma imagem do cão e frases como “Não foi só um latido, foi um chamado por justiça!”. Adesivos com mensagens semelhantes foram distribuídos entre o público, composto por pessoas de todas as idades, algumas levando seus animais.

Iniciado às 10h, em frente do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), o protesto ainda permanecia ativo às 13h, sustentado por palavras de ordem como “Não são crianças, são assassinos!” e “Não vai cair no esquecimento!”. Placas pedindo a redução da maioridade penal eram vistas ocasionalmente.

A psicóloga Luana Ramos se declara a favor da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. A pauta voltou a ser foco no Congresso Nacional – mais especificamente, na Câmara dos Deputados. A medida vale para crimes violentos, como os hediondos, o homicídio doloso (quando há intenção de matar) e lesão corporal seguida de morte.

“Se fossem quatro meninos pretos, teriam sido linchados. Já teriam feito justiça com as próprias mãos, enquanto os quatro meninos brancos, ricos, estão indo à Disney. Isso não pode mais acontecer”, diz Luana

“Erro não é isso. Erro dá para consertar. Isso não dá para consertar, não tem como voltar atrás. Foi assassinato, crueldade”, acrescenta, reagindo à tentativa dos pais dos autores do crime de atenuar a seriedade do ato que cometeram. Post que circula na internet mostra a mãe de um deles afirmando que tudo não passou de um erro.

 Além disso, pais de dois deles e um tio tentaram coagir testemunhas para impedi-las de depor. Os garotos são investigados por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos.

A advogada Carmen Aires levou à Paulista seus dois cachorros adotados, junto com a filha, para expressar indignação diante da morte de Orelha, que teria sido a segunda vítima dos jovens catarinenses. A outra é um cachorro que quase morreu por afogamento.

Para Carmen, adolescentes de 15 anos já deveriam responder criminalmente. Ela avalia como amenas demais as penalidades cumpridas por quem pratica violências contra animais. “São muito brandas, praticamente não existem. Não resolveram nada, tanto é que continuam acontecendo. A lei é recente, mas deve ser revista, porque atrocidades estão sendo feitas e a gente não aceita mais isso, ver o noticiário, as redes sociais”, afirma.

A instituição Ampara Animal disponibiliza em seu site diversos materiais capazes de auxiliar no processo de reeducação da sociedade. Um dos alertas é a de haver relação entre a violência que vitima animais e a praticada contra mulheres.

O casal Thayná Coelho e Almir Lemos, de Belém, passeava pelos cartões-postais da capital paulista, sem saber da manifestação, à qual aderiu, também movido pelo sentimento de revolta e impunidade. Perguntados sobre uma possível ligação entre a cor dos jovens e o modo como se comportaram, sem remorso, responderam, ao mesmo tempo: “Com certeza.”

“A cor, a classe social. Acharam que tinham o direito e simplesmente foram e fizeram. Acharam que estavam no direito deles. As filmagens são muito claras. Eles não fizeram como se fosse um crime, como se fosse alguma coisa errada. Não, eles fazem como se estivesse dentro do direito deles”, disse o publicitário, criticando os familiares empenhados em abafar o caso. “Foi muito sádico o ato, chocante. Hoje foi um cachorro. E amanhã? Eles acham que as vidas pertencem a eles, que têm direito de tirar as vidas?”

“Tem muito a ver também com o que é prometido a eles. O branco, principalmente o homem branco, classe média, classe média alta. É prometido a eles um privilégio. Eles sabem que têm esse privilégio. Acham que o mundo é deles, que podem matar. Não só um cachorro, mas mulheres”, completa a psicóloga. “Imagine as namoradas deles.”

“A gente está vendo, por esse caso do Orelha, que é apenas a ponta do iceberg, mas que há maus-tratos todos os dias, a cada minuto e nada é feito. As organizações não governamentais (ONGs) é que, com muito sacrifício, com protetores independentes, conseguem minimizar o sofrimento desses animais.”

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Um homem de 40 anos ficou ferido após se envolver em uma briga em frente ao Pronto Atendimento Municipal de Rio Bom, na tarde de sábado, 31 de janeiro de 2026. A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar, após acionamento da Central de Operações.

A PM foi informada que dois homens haviam entrado em vias de fato, sendo que um deles apresentava ferimentos provocados por objeto contundente.

No local, os policiais identificaram a vítima, que relatou ter ido até a residência do autor para questioná-lo sobre supostas agressões sofridas por sua enteada, no relacionamento mantido entre ambos. Ainda segundo o relato, o homem não aceitou os questionamentos, passou a fazer ameaças de morte e iniciou as agressões físicas.

Durante a confusão, o autor teria se apoderado de pedaços de tijolo, arremessando-os contra a vítima, que foi atingida no flanco direito, sofrendo lesão e dores intensas.

Após o registro do boletim de ocorrência, a equipe policial realizou diligências na tentativa de localizar o autor, porém ele não foi encontrado. A vítima recebeu as orientações legais quanto ao prazo para representar criminalmente junto à Polícia Judiciária. O caso segue sob apuração.

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A Guarda Municipal de Arapongas cumpriu um mandado de prisão na manhã de sábado, 31 de janeiro de 2026, durante patrulhamento realizado na Rua Pavão, no Jardim Novo Imperial.

De acordo com a GM, a equipe visualizou dois homens em uma motocicleta Honda CB 300, sendo que o condutor trafegava com o capacete erguido, apenas encaixado na parte superior da cabeça, em desacordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Diante da infração, foi realizada a abordagem.

Durante a checagem nos sistemas, os agentes constataram que havia um mandado de prisão em aberto contra o passageiro, expedido pela Vara da Família. Com ele, nada de ilícito foi localizado.

O homem foi informado sobre a ordem judicial e encaminhado à Casa de Custódia de Arapongas. Para a condução, foi necessário o uso de algemas, conforme prevê a Súmula Vinculante nº 11 do Supremo Tribunal Federal.

O condutor da motocicleta foi orientado e liberado no local. Já o veículo foi recolhido ao pátio da 7ª Companhia Independente da Polícia Militar, em razão de débitos de anos anteriores, além da lavratura das notificações de trânsito cabíveis.

A ocorrência foi encerrada após a adoção de todas as medidas legais e administrativas necessárias.

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Um caso de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar foi atendido pela Polícia Militar na tarde de sábado (31), em Apucarana. A ocorrência foi registrada na UPA, localizada na Rua Desembargador Clotário Portugal, na região central da cidade.

No local, a vítima, uma mulher de 62 anos, relatou que estava em um bar no distrito da Vila Reis quando foi surpreendida pelo marido. Segundo o relato, o homem a empurrou, fazendo com que ela caísse ao chão, e na sequência passou a agredi-la com vários chutes, além de proferir injúrias.

Em decorrência das agressões, a mulher sofreu fratura no braço direito e apresentou hematomas na face, permanecendo em atendimento médico na unidade de saúde.

A equipe policial realizou as orientações necessárias à vítima quanto aos procedimentos legais cabíveis. O caso deve ser encaminhado às autoridades competentes para as providências previstas em lei.

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