Durante a sessão da Câmara Municipal de Apucarana, realizada na noite da última segunda-feira (16), o vereador Lucas Leugi trouxe à tona uma grave denúncia envolvendo possíveis irregularidades em contratos de roçagem no município.
O parlamentar classificou a sessão como produtiva, destacando a aprovação de um importante projeto de lei. No entanto, o principal ponto de sua fala foi a revelação de inconsistências identificadas em contratos públicos relacionados à manutenção de áreas urbanas.
Segundo Leugi, após análise de documentos disponíveis no Portal da Transparência, foi localizado apenas um contrato vigente vinculado ao pregão nº 18 de 2025, firmado com uma empresa de paisagismo da cidade de Piraquara. No entanto, de acordo com o vereador, o próprio proprietário da empresa teria informado que o serviço não foi executado.
Apesar disso, outra empresa estaria realizando os serviços de roçagem no município, mesmo sem ter vencido o processo licitatório.
“Quem está executando o serviço não é a empresa vencedora. A vencedora apresentou valor menor, enquanto a atual executora teve proposta superior e não ficou entre as primeiras colocadas”, afirmou o vereador.
Ainda conforme o parlamentar, o contrato envolve valores expressivos, podendo chegar a aproximadamente R$ 11 milhões.
A equipe de reportagem do Canal 38 gravou a entrevista com o vereador na noite de segunda-feira (16) e, antes da publicação, realizou levantamento junto ao site da administração municipal, onde constatou indícios que corroboram a denúncia apresentada.
Entre os pontos verificados, está a atuação de empresa sem contrato formal vigente, além da possível prestação de serviços em desacordo com o que prevê a licitação.
Outro fator que chama a atenção é que parte dos serviços estaria sendo realizada em terrenos particulares, o que pode gerar prejuízo aos proprietários. O Canal 38 já havia denunciado essas irregularidades desde a administração anterior.
Diante da gravidade da situação, Leugi afirmou que irá encaminhar a denúncia ao Ministério Público do Estado do Paraná e ao Tribunal de Contas do Estado, para que os fatos sejam devidamente apurados.
Além disso, o vereador informou que estuda protocolar a criação de uma Comissão Parlamentar de Investigação (CPI), que poderá receber o nome de “Comissão do Roça-Roça”, com o objetivo de aprofundar as investigações.
O caso agora deve ser analisado pelos órgãos de controle e fiscalização.
