Imagem por: Caio Andrade/Canal 38

A Polícia Civil apresentou nesta terça-feira (17), novos detalhes sobre a investigação da tentativa de latrocínio registrada na manhã de segunda-feira (16) em frente a uma instituição bancária no centro de Arapongas. O crime teve como vítima um policial da reserva, que foi baleado durante a ação criminosa.

O delegado Dr. Saulo Batista, da Polícia Civil de Arapongas, explicou que a ocorrência mobilizou diversas equipes das forças de segurança logo após o crime.

Segundo ele, a operação contou com agentes em campo e até o uso de drones para localizar os suspeitos que haviam fugido após a tentativa de roubo.

Durante entrevista, o delegado relatou que a situação resultou em dois confrontos com as forças de segurança.

“Uma ocorrência complexa que ocorreu na manhã de ontem aqui na cidade de Arapongas. O policial tomou conhecimento e alguns agentes chegaram a campo, levando inclusive drones que serviriam para a localização desses suspeitos que ainda estavam foragidos. A princípio o que a gente pode informar é que tivemos dois confrontos, um com a Guarda Municipal, que resultou em um homem baleado de 20 anos, um dos executores do roubo frustrado no centro da nossa cidade, e outro confronto com a Polícia Militar no interior de uma residência, em que foi necessário o acionamento da perícia pelo fato desse indivíduo ter vindo a óbito naquele local”, explicou.

De acordo com o delegado, a investigação aponta inicialmente para uma tentativa de latrocínio contra a vítima que havia acabado de sair de uma instituição bancária no centro da cidade.

“A gente trabalha, a princípio, com uma tentativa de latrocínio contra a vítima que foi baleada ao sair de uma instituição bancária aqui no centro da cidade e também tentativas de homicídio. Vamos analisar para saber quantas tentativas de homicídio esse suspeito sobrevivente responderá. Tudo vai depender da dinâmica relatada pelos policiais e também da análise de câmeras de segurança para entender de fato como ocorreu a ação”, afirmou.

O suspeito de 20 anos, que ficou ferido durante o confronto, foi preso e deverá responder por diversos crimes.

“O indivíduo sobrevivente, de 20 anos, executor do fato, vai responder a princípio por pelo menos uma tentativa de homicídio e uma tentativa de latrocínio, além da possibilidade de responder por adulteração de sinal identificador de veículo automotor, considerando que a motocicleta utilizada por eles também era adulterada”, disse.

Outro ponto investigado pela Polícia Civil é a participação do proprietário do veículo utilizado pelos criminosos na fuga.

“Também foi identificado e apresentado o proprietário do veículo utilizado na fuga desses indivíduos. Ficará claro nas investigações se ele tinha conhecimento dos fatos. Caso tivesse, poderia prever que um latrocínio poderia ocorrer, e então responderá também pela tentativa de latrocínio”, destacou o delegado.

Durante os depoimentos, o suspeito preso afirmou que a ideia do crime teria partido do comparsa que morreu no confronto. No entanto, a Polícia Civil ainda apura quem realmente teria planejado a ação criminosa.

“O jovem de 20 anos informou que a ideia partiu do outro suspeito que veio a óbito, mas isso ainda é nebuloso. É possível inclusive que o mentor seja o proprietário do veículo ou até mesmo o próprio sobrevivente. A princípio eles transferem essa responsabilidade para o infrator que morreu, mas isso não significa que é o que ficará demonstrado no inquérito policial”, explicou.

Segundo as investigações, o dono do veículo teria combinado receber R$ 2 mil pelo empréstimo do automóvel para a prática do crime, valor que não chegou a ser pago devido ao roubo frustrado.

O delegado informou ainda que a Polícia Civil tem prazo legal para concluir o inquérito e encaminhar o caso à Justiça.

“Agora vamos trabalhar nos próximos dias para concluir o inquérito dentro do prazo legal, aguardar os laudos e apresentar tudo ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para que essas pessoas possam responder e pagar pelo que fizeram”, finalizou o delegado.

A vítima baleada segue recebendo atendimento médico e o caso continua sob investigação da Polícia Civil de Arapongas.

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