Vereador afirma que parcela já foi paga à empresa Cazarini Empreendimentos, apesar de contrato ainda não constar no Portal da Transparência.
Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Apucarana realizada na noite de segunda-feira (9), o vereador Lucas Leugi levantou questionamentos sobre a compra de uma área pela Prefeitura no Residencial Cazarin e cobrou mais transparência no processo.
Segundo o parlamentar, foi aprovado um requerimento convidando representantes da empresa Cazarini Empreendimentos Ltda. para comparecerem à Câmara e prestarem esclarecimentos sobre a negociação.
De acordo com Leugi, o terreno possui aproximadamente 13 mil metros quadrados e teria sido adquirido pela Prefeitura para servir como área de reserva legal destinada à futura construção de prédios públicos.
O vereador afirmou que o questionamento surgiu após ele divulgar em suas redes sociais que um pagamento referente à negociação já havia sido realizado.
“Esse contrato ainda não está no Portal da Transparência, embora o primeiro pagamento da parcela já tenha caído na conta da empresa. Fiz a publicação com base na liquidação de empenhos disponível no próprio portal”, declarou.
Ainda conforme o parlamentar, a primeira parcela do pagamento teria sido registrada no dia 27 de fevereiro, no valor de R$ 625 mil, que faria parte de um total dividido em dez parcelas.
Leugi também destacou a sequência de eventos envolvendo a negociação.
“Posteriormente, no dia 19, a Prefeitura anunciou essa compra. No dia 20 o prefeito saiu de férias e transmitiu o cargo ao vice-prefeito. Já no dia 27 caiu o primeiro pagamento na conta da empresa. Empenho emitido e liquidado: R$ 625 mil. Então eu pergunto: onde eu estava mentindo?”, questionou.
O vereador reforçou que o principal ponto levantado é a necessidade de transparência nas informações públicas.
“O que falta é o seguinte: como se paga algo que não tem contrato no Portal da Transparência? As pessoas estão pagando impostos, o carnê do IPTU está chegando, e elas precisam saber aquilo que estão pagando. Isso fere o princípio da transparência e da publicidade”, afirmou.
Por fim, Leugi explicou que o objetivo do requerimento é garantir que os representantes da empresa possam esclarecer publicamente a situação.
“O requerimento foi aprovado e agora aguardamos que os representantes da empresa venham até a Câmara para dizer se o vereador Lucas faltou com a verdade em algum ponto”, concluiu.