A defesa de Luiz Phillipi Mourão afirmou nesta quinta-feira (5) que não há indicação médica para a abertura de protocolo de morte cerebral do detento, que está internado após uma tentativa de suicídio enquanto se encontrava sob custódia da Polícia Federal do Brasil, em Minas Gerais.

O advogado Robson Lucas da Silva declarou que o quadro clínico atual do preso não apresenta os critérios necessários para que os médicos iniciem o procedimento utilizado em casos de suspeita de morte cerebral.

Segundo ele, a abertura do protocolo depende de sinais clínicos específicos e da evolução negativa do estado de saúde do paciente.

“A condição clínica atual não é indicativa de abertura do protocolo. Essa abertura depende da manifestação clínica, da evolução para pior e isso ainda não houve. Não se chegou ainda a esse momento”, afirmou o advogado.

Tentativa de suicídio ocorreu em cela da PF

A tentativa de suicídio ocorreu quando Mourão estava detido na Superintendência da Polícia Federal no estado. De acordo com a corporação, o preso foi socorrido imediatamente por equipes da própria PF e encaminhado para atendimento hospitalar.

A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais informou que não divulgará detalhes sobre o estado de saúde do paciente, citando a Lei Geral de Proteção de Dados.

Em nota, a instituição explicou que não pode fornecer informações individualizadas sobre o caso.

“A Fhemig, em consonância com a Secretaria de Estado de Saúde, informa que, em conformidade à LGPD, não pode disponibilizar qualquer dado individualizado que diz respeito à privacidade do paciente.”

Polícia Federal investiga circunstâncias

A Polícia Federal do Brasil abriu um procedimento interno para apurar as circunstâncias da tentativa de suicídio dentro da unidade policial.

O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, afirmou que toda a movimentação do preso e o atendimento prestado pelos agentes foram registrados pelas câmeras de segurança do local.

“Está tudo filmado. Toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados, sem pontos cegos”, declarou.

Os advogados Robson Lucas da Silva e Vicente Salgueiro informaram ainda que estiveram com Mourão horas antes do episódio, na quarta-feira (4).

Segundo a defesa, durante o encontro o detento apresentava plena integridade física e mental.

“No momento em que estivemos com ele, encontrava-se em plena integridade física e mental. A informação sobre o incidente foi conhecida apenas após a nota de esclarecimento emitida pela Polícia Federal”, diz o comunicado.

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