A Câmara Municipal de Arapongas aprovou na noite de segunda-feira (02) a abertura de uma comissão processante para apurar denúncia que pode resultar na cassação do mandato do vereador Paulo Grassano. O placar final foi de 7 votos favoráveis, 6 contrários e 1 abstenção.
Votaram a favor da abertura Valdecir Pardini, Simone Almeida (Mãe de Autista), Meiry Farias, Professor Marcelo, Ceceu, Levi do Handebol e Luisinho da Saúde. Foram contrários Arnaldo do Povo, Aroldo Pagan, Paulo Grassano, Décio Rosanelli, Alexandre Juliani (Sorriso) e Marilsa Staub Vendrametto. Toninho da Ambulância se absteve.
Formação da comissão
A comissão processante será composta por Simone Almeida como presidente, Arnaldo do Povo como relator e Toninho da Ambulância como membro, com prazo de até 90 dias para concluir os trabalhos e apresentar relatório ao plenário.
Reações contrárias
A sessão gerou críticas de vereadores que votaram contra a abertura.
Marilsa Staub Vendrametto classificou o momento como delicado e questionou a consistência da denúncia.
“Quem assistiu à oitiva da denunciante viu que ela não sabia nem onde estava. Há questionamentos sobre assinatura falsificada, ela não é moradora de Arapongas, reside e trabalha em Cambé. Isso precisa ser revisto”, disse.Décio Rosanelli denunciou interferência política no processo.
“Foi um dia vergonhoso para Arapongas. Muita coisa fora da normalidade. Isso não é só pelo Paulo; amanhã pode acontecer com qualquer um de nós”, afirmou.Aroldo Pagan falou em “vergonha” e criticou a falta de autonomia do Legislativo.
“Vi vereadores encabrestados, sem opinião própria. Isso é ruim para a democracia”, declarou.
Defesa da legalidade do processo
O presidente da Câmara, Márcio Nicke, afirmou que a tramitação seguiu critérios legais. Segundo ele, outras denúncias anteriores foram arquivadas por não cumprirem requisitos formais, enquanto a atual denúncia apresentou CPF, título de eleitor e comparecimento da denunciante.
“Não estou aqui para tomar partido. Agora a comissão terá três meses para apurar os fatos, de forma positiva ou negativa, mas dentro da legalidade”, declarou.
Posicionamento de Paulo Grassano
O vereador alvo da comissão disse estar tranquilo e classificou o caso como perseguição política.
“Meu coração está tranquilo. O que foi aprovado é a abertura da comissão para analisar novamente a denúncia. Imaginaram que alguns iriam rever votos após debates, mas não reviram. Eu durmo tranquilo, porque sei que não fiz nada de errado”, afirmou.
A comissão processante seguirá os trâmites legais e deverá apresentar relatório final dentro do prazo estabelecido, que será analisado pelo plenário da Câmara de Arapongas.