A Polícia Civil do Paraná informou nesta quinta-feira que a 22ª Subdivisão Policial de Arapongas concluiu o inquérito que apurou o homicídio de David Alves Dias Sobrinho, de 49 anos, ocorrido no dia 29 de novembro de 2025, na Rua Acaratinga, no bairro Bandeirantes.

Durante o andamento das investigações, dois suspeitos, de 33 e 28 anos, foram identificados e presos. Ambos residem no mesmo bairro onde o crime aconteceu e conheciam a vítima. Os trabalhos investigativos foram conduzidos inicialmente pelo delegado Dr. Bruno Sentone, com apoio das equipes de homicídios e do setor de inteligência da delegacia de Arapongas.

De acordo com o delegado operacional Dr. Saulo Batista, a elucidação do caso ocorreu após meses de diligências e análise de provas.

“O homicídio ocorreu nessa data e, alguns meses depois, a investigação obteve êxito em localizar e identificar duas pessoas envolvidas. Um deles foi preso ao sair de sua residência, no Jardim Bandeirantes, e o outro no local de trabalho. Ambos foram conduzidos à unidade e interrogados”, explicou.

Durante os depoimentos, um dos investigados confessou que atraiu a vítima até um local isolado, afirmando, porém, que não desferiu os golpes fatais.

“Ele confirmou que presenciou o homicídio e relatou que apenas atraiu o David até o local, onde houve agressões físicas, mas negou ter efetuado os golpes”, detalhou o delegado.

Já o segundo suspeito negou envolvimento e alegou que estaria na cidade de Rolândia no dia do crime. A versão, no entanto, foi contrariada por provas e testemunhos.

“Essa informação foi desmentida por testemunha e também por imagens de câmeras de segurança, que confirmaram que ele estava no local e participou diretamente do crime, sendo inclusive a pessoa que atingiu a vítima com um gargalo de garrafa”, afirmou Dr. Saulo Batista.

Segundo a Polícia Civil, a motivação apresentada inicialmente pelos suspeitos — de que a vítima teria passado a mão na esposa de um deles — foi descartada após a própria mulher negar o fato em depoimento.

“Acreditamos que a motivação esteja ligada a algum tipo de dívida, possivelmente relacionada à venda de drogas. Uma das testemunhas chegou a relatar que o desentendimento teria sido por um valor de cerca de 20 reais”, acrescentou o delegado.

O inquérito policial será formalmente concluído nos próximos dias e encaminhado ao Ministério Público, que ficará responsável pela denúncia e prosseguimento da ação penal.

“Fica o sentimento de que a Polícia Civil cumpriu seu papel. Sabemos que nada traz a vítima de volta, mas queremos transmitir à família uma resposta de justiça”, concluiu Dr. Saulo Batista.

O caso segue agora na esfera judicial.

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