Em meio ao cenário de polarização que marca a política brasileira, uma reflexão sobre memória, história e responsabilidade democrática foi levantada pelo advogado Paulo Henrique Martins. Segundo ele, a trajetória política do país mostra, de forma clara, que alianças se constroem, se desfazem e se transformam conforme os interesses e os contextos do poder.

“O Brasil já viveu momentos em que partidos hoje considerados opostos caminharam lado a lado. Isso é um fato histórico, documentado, e não uma narrativa”, destacou Paulo Henrique Martins.

Como exemplo, o advogado lembrou que o Partido Liberal (PL) e o Partido dos Trabalhadores (PT) governaram juntos durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2006, período em que Valdemar Costa Neto, então presidente do PL, ocupou o cargo de vice-presidente da República.

Para Paulo Henrique, ignorar esses fatos é alimentar uma visão distorcida da política.
“O extremismo político não constrói, ele destrói. Quando a política deixa de ser espaço de debate e passa a ser território de ódio, fanatismo e cegueira ideológica, a sociedade inteira perde”, afirmou.

O advogado alerta ainda que o extremismo cria inimigos imaginários, distorce a história e enfraquece as instituições democráticas.
“Não existe democracia sólida onde só há gritos. Não existe justiça onde só há torcida. E não existe futuro onde a memória é apagada”, pontuou.

Paulo Henrique Martins reforça que a maturidade política exige encarar a história como ela realmente é, com erros, contradições e responsabilidades.
“Fingir que alianças nunca existiram ou que fatos julgados não ocorreram apenas alimenta radicalismos que servem a poucos e prejudicam muitos”, disse.

Para ele, a história não pode ser apagada nem reescrita conforme conveniências ideológicas.
“História não se apaga. Se registra. E somente com memória, responsabilidade e equilíbrio é possível evitar que os mesmos erros se repitam”, completou.

Encerrando sua reflexão, o advogado deixa um recado direto à sociedade brasileira:
“O Brasil precisa de consciência política e não de extremismos. Precisamos acreditar em fatos, não em narrativas construídas para dividir. A democracia se fortalece com diálogo, memória e responsabilidade.”

Por quem acredita em fatos e não em narrativas, PAULO HENRIQUE MARTINS, Advogado.

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