Um suposto incêndio criminoso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar na Rua Jacarandá, no Jardim Cidade Alta, em Apucarana na quinta-feira (22). As chamas atingiram uma residência e colocaram em risco imóveis vizinhos.
Moradora da rua, Irene Inácia relatou que a situação foi percebida rapidamente pelo marido, que estava no fundo do quintal. Segundo ela, no nervosismo inicial, acabou ligando para a polícia antes de conseguir contato com o Corpo de Bombeiros. Em seguida, o marido pesquisou o número correto e fez a ligação.
“Meu marido estava no fundo do quintal e a casa já estava pegando fogo. Ele pediu para eu chamar o Corpo de Bombeiros, mas no desespero liguei até para a polícia. Depois ele procurou no Google e ligou. Foi rápido, eles vieram logo”, afirmou.
Ela contou que, após a chegada das equipes, várias pessoas se reuniram na rua para acompanhar a ocorrência e que ela e o marido precisaram comparecer como testemunhas, já que foram os responsáveis por acionar o socorro.
“A gente teve que ir como testemunha porque fomos nós que chamamos o Corpo de Bombeiros. Agora eu fico pensando onde eles vão morar, fico preocupada com isso”, disse.
De acordo com Irene, a principal preocupação no momento era que o fogo se alastrasse para outras casas, já que no terreno havia grande quantidade de madeira acumulada.
“A preocupação maior era o fogo passar para outras casas. Meu marido começou a tirar as madeiras que estavam encostadas, chegou até a cair, e eu fiquei com medo dele se machucar. Graças a Deus não aconteceu nada com a gente, mas a casa deles ficou destruída”, relatou.
Ela informou que na residência onde o incêndio começou moram dois irmãos. Segundo o que foi repassado pelos bombeiros, o próprio morador teria provocado o fogo ao atear chamas em uma cama.
Sobre o que teria acontecido antes do incêndio, Irene disse que não ouviu discussão, mas seu marido teria escutado o morador dizendo que a casa iria pegar fogo.
“Eu não ouvi, mas meu marido ouviu ele falar que ia pegar fogo. Isso não era novidade, porque direto ele falava em colocar fogo, em matar, eles sempre falavam essas coisas”, contou.
Morando no local há cerca de 37 anos, Irene disse que já presenciou várias situações de conflitos na região e que chegou a construir uma cerca para evitar a passagem constante pelo terreno de sua casa.
“Eu vim morar aqui com 22 anos, já faz quase 38 anos. Sempre teve muita discussão, muita briga, por isso fizemos a cerca para evitar problemas”, explicou.
O incêndio foi controlado pelo Corpo de Bombeiros antes que atingisse outras residências. A Polícia Militar prestou apoio à ocorrência e o autor recebeu voz de prisão no local, sendo encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Apucarana, junto com as testemunhas.
Apesar de os danos terem se concentrado apenas no imóvel onde o fogo começou, a ocorrência gerou risco à vizinhança e será investigada para apurar as motivações e a responsabilidade criminal do autor.
