Imagem por: Lucas Leal/Canal 38

Após horas de angústia e buscas, uma adolescente de 15 anos, moradora de Arapongas, que estava desaparecida desde a tarde de domingo, foi localizada no início da noite de segunda-feira (12), em Apucarana, na região entre o Jardim Colonial e o Residencial Sumatra.

A jovem foi encontrada em via pública, bastante assustada, e imediatamente entregue ao pai para que recebesse o atendimento necessário.

O delegado adjunto André Garcia, da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, explicou que a Polícia Civil tomou conhecimento da situação após a família receber informações de que a adolescente estaria na cidade.

“Essa jovem de 15 anos, moradora em Arapongas, desapareceu na tarde de domingo. A família entrou em desespero e, por meio de uma conhecida, tomou ciência de que ela estaria aqui em Apucarana. Com uma equipe do setor de homicídios, estivemos em diligências juntamente com a família na região do Jardim Sumatra e, no início da noite, conseguimos encontrá-la entre o Colonial e o Sumatra”, relatou.

Segundo o delegado, ao ser localizada, a adolescente apresentava sinais que chamaram a atenção dos policiais.

“Ela estava em via pública, bastante assustada, e foi imediatamente entregue ao pai. Logo na sequência, fomos informados de que ela apresentava diversas marcas de lesão corporal, o que nos preocupou bastante”, afirmou.

As investigações iniciais apontam que a jovem estava acompanhada de um homem maior de idade, já conhecido no meio policial, com passagens pelo crime de tráfico de drogas.

“Nós já temos a identificação do indivíduo que estava com essa menor. Trata-se de um maior, conhecido na região do Sumatra, e agora todas essas informações serão reunidas e encaminhadas à Delegacia da Mulher para a instauração do inquérito policial”, explicou André Garcia.

Conforme os primeiros levantamentos, a adolescente, juntamente com uma amiga, teria conhecido dois homens maiores de idade por meio da internet. Eles teriam ido até Arapongas, buscado as meninas e trazido ambas para Apucarana.

“Ela, na companhia de uma amiga, foi pega por dois maiores aqui de Apucarana, lá em Arapongas, e trazida para cá. Informações preliminares, ainda não confirmadas, dão conta de que ela poderia ter sido sedada com droga ou algum tipo de substância”, disse.

O delegado ressaltou que todas essas informações ainda dependem de confirmação oficial por meio de exames e apurações.

“Isso tudo será objeto de investigação. O exame do IML vai apurar se houve violência, qual tipo de violência e em que circunstâncias essa menor esteve. Ainda é um mistério se ela foi dopada, se foi mantida em cárcere privado ou se sofreu outro tipo de crime”, completou.

André Garcia também fez um alerta importante aos pais e responsáveis sobre o uso da internet por adolescentes.

“O que fica muito evidente é a importância de pais e responsáveis monitorarem a atividade dos filhos na internet: com quem conversam, com quem se relacionam e o conteúdo das mensagens. Ao que tudo indica, essas menores conheceram esses maiores pelas redes sociais, marcaram encontros e acabaram se colocando em uma situação de risco absoluto”, destacou.

Ele reforçou a necessidade de regras rígidas no uso das redes sociais, especialmente para adolescentes entre 12 e 15 anos.

Outro ponto levantado pelo delegado foi a responsabilidade de familiares de adultos que eventualmente recebam menores em suas casas.

“É fundamental que familiares fiquem atentos. Se aparece alguém em casa em situação estranha, é preciso procurar saber quem são os pais dessa pessoa e em que circunstâncias ela está ali. No caso, a menor passou a noite na casa desse indivíduo, onde moravam a mãe e o padrasto, que presenciaram a situação e não buscaram esclarecimentos, o que pode caracterizar conivência”, afirmou.

O delegado finalizou ressaltando que o inquérito será instaurado e que todos os envolvidos poderão ser responsabilizados.

“Se for constatado que houve crime, todos serão responsabilizados na medida de sua culpabilidade”, concluiu.

O caso agora segue sob investigação da Delegacia da Mulher de Apucarana, chefiada pela delegada Luana Lopes, que irá apurar se a adolescente foi vítima de dopagem, cárcere privado, violência física, psicológica ou qualquer outro tipo de crime.

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