No dia 10 de abril, uma quarta-feira, uma cena de conflito em uma lotérica na Avenida Minas Gerais, no Jardim Apucarana, chamou a atenção e gerou indignação na comunidade local. Um pai, acompanhado de seu filho portador do transtorno do espectro autista, enfrentou uma situação de discriminação após o filho acidentalmente pisar no pé de outro cliente presente na fila.

O incidente desencadeou uma reação agressiva por parte do cliente afetado, que iniciou uma discussão com o pai e seu filho autista. A situação, lamentável em si, ganhou ainda mais repercussão quando o caso foi divulgado em sites de Apucarana, evidenciando o enfrentamento de preconceito e discriminação enfrentado pelas pessoas portadoras do espectro autista quando um homem, morador de Arapongas, de maneira anônima comentou que crianças autistas “têm o demônio no corpo.

O vereador Lucas Leugi, ciente da gravidade do ocorrido, não hesitou em agir em defesa dos direitos das pessoas com autismo. Registrando um boletim de ocorrência na delegacia, o vereador denunciou o usuário de uma rede social que proferiu comentários ofensivos às crianças autistas, classificando-as de forma desumana.

A Polícia Civil de Apucarana, sob a chefia do delegado Marcus Felipe, conduziu as investigações e informou nesta quarta-feira (15) que o autor dos comentários discriminatórios foi identificado e indiciado pelo crime de discriminação. O indivíduo, morador de Arapongas, foi intimado para prestar depoimento, porém permaneceu em silêncio durante o interrogatório.

Segundo informações do delegado, o autor dos comentários discriminatórios já havia sido candidato a vereador na cidade de Arapongas, o que reforça a importância de se combater atitudes preconceituosas e intolerantes, especialmente entre pessoas que ocupam cargos públicos ou buscam representação política.

O caso serve como um alerta para a necessidade de se promover a conscientização e o respeito à diversidade, especialmente no que diz respeito às pessoas com deficiência e transtornos neurológicos. A luta contra o preconceito e a discriminação deve ser constante e envolver toda a sociedade, visando construir um ambiente mais inclusivo e acolhedor para todos.

Relembre o caso:

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